1)    Artigos Publicados e Comentados -De Olho Na Midia-versao brasileira - 1.5.2007

2)    Previsão de Mark Steyn: a Europa está acabada -  por Daniel Pipes

3)    COMENTÁRIOS DO PM EHUD OLMERT - NA FAIXA DE GAZA

4)    Perguntas e respostas   -   sobre o contra-ataque de Israel
                  ao terrorismo do Hezbollah
(Embaixada de Israel – Brasil)   

5)    Saudação do Primeiro Ministro de Israel Ehud Olmert às comunidades da
                   Diáspora –  'Rosh Hashana' 5767

6)    From: ACLARAR : REPASSANDO  - De uma brasileira

 

 

Jerusalem 2006  1:

Jerusalem 2006  2

 

1)  Artigos Publicados e Comentados

(De Olho Na Midia  http://www.deolhonamidia.org.br/  - versao brasileira de Honestreporting)

 

A BandNews ao relatar como começou o conflito israelense com o Hizbullah ano passado trocou as olas, ou melhor, os soldados e os episódios. Fica a pergunta: o quanto este episodio é aceitavel - apenas um erro bobo que tem que ser relevado - ou quanto ele demonstra descuido com a informacao da emissora? Sera que nao se erram em coisas piores também?

Este comentario foi indicado por Sheila Kurc


- Publicado em 01/05/2007

Sobel: O Homem e O Preconceito

Poeira baixada, o De Olho Na M
idia vem analisar o caso Sobel de um ponto de vista muito particular: o do preconceito.

N
ão nos cabe aqui julgar se Henry Sobel - a pessoa física - é culpado ou não do furto de gravatas. Não é o objetivo deste site. Isto compete a justiça americana e a Divina. O nosso papel é analisar aqueles lugares na mídia onde foi destaque a identidade judaica de Sobel como se isso fosse causa da ação, ou então os locais onde se generalizou este comportamento como se fosse "coisa de judeu". E não faltaram os anti-semitas de plantão (os mesmos de sempre) para fazer a festa: Fausto Wolff, Sebastião Nery, Lustosa da Costa, etc...


- Publicado em 18/04/2007

UOL: Israel É Maior Do Que Isso!

O Universo Online em sua chamada de capa, e foto do dia, apresentou uma not
ícia sobre uma nova invenção israelense: um robô capaz de matar.

Muito justo que o jornal proceda assim, afinal isto
é um fato, e que chama bastante atenção por sinal. Nada de errado com o texto em si. O que causa estranheza é que o portal jamais divulgou os avanços medicos de Israel, as pesquisas tecnológicas que contribuiram com a humanidade, as descobertas científicas e etc...

Sera que o UOL quer dar a impress
ão que Israel vive se de e para a guerra? Um país militarista que não tem outros objetivos no mundo? Sera?



- Publicado em 25/03/2007

Ecos de uma Conspiracao

O jornal O Globo do Rio de Janeiro, foi buscar em S
ao Paulo o assassinato de um cristão libanês para acusar o serviço secreto de Israel, o Mossad, de ter executado o mesmo.

O problema
é que todos os envolvidos apontam para o Hizbullah como provável culpado em uma ação de vingança. A polícia paulista ainda não tem uma conclusão definitiva e o único que sustenta a teoria de conspiração anti-israelense é o jornalista Ricardo Galhardo, apesar dos enormes furos em sua teoria.

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   Quoted in Take-A-Pen website www.take-a-pen.org  on the Portuguese pages  http://www.take-a-pen.org/portugese/index.html 6.5.2007

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2)  Previsão de Mark Steyn: a Europa está acabada
              por Daniel Pipes
            
New York Sun   -   14 de Novembro de 2006

Original em inglês: Europe is Finished, Predicts Mark Steyn

Tradução: Joseph Skilnik

Mark Steyn, colunista político e crítico cultural, escreveu um livro notável, A América Solitária: O Fim do Mundo como Nós o Conhecemos (Regnery). Ele combina várias virtudes, bem incomuns de serem achadas juntas – humor, reportagem precisa e pensamento profundoaplica-se a isto uma forma argumentativa de abordar o assunto mais importante da atualidade: a ameaça islâmica ao Ocidente.

O sr. Steyn apresenta uma tese devastadora, porém a apresenta em pequenos porções, e eu as juntarei aqui.

Ele começa com o legado de dois totalitarismos. Traumatizados pela atração eleitoral do fascismo, os Estados europeus do pós-II Guerra Mundial foram estabelecidos de cima para baixo, "para proteger a classe política quase que completamente de pressões políticas". Assim, o Estado "passou a considerar o eleitorado como se fossem crianças".

Segundo, a ameaça soviética durante a Guerra Fria incitou os líderes americanos, impacientes com a Europa (e o Canadá) por suas fracas reações, a efetivamente assumir suas defesas. Esta política benigna e hipermétrope levou-os à vitória de 1991, mas também teve o efeito colateral, não intencional e menos saudável, de aliviar as divisas européias para que pudessem construir um Estado de bem-estar social. Este Estado de bem-estar social originou várias implicações malignas.

  • Os países europeus, infantilizados e acostumados à babá americana, fez com que eles se preocupassem com pseudo-problemas tais como as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que os homens se afeminavam.
  • Isto também os tornava neutros, juntando "a maioria das funções da maioridade", começando pelo instinto de procriação. Por volta de 1980, as taxas de natalidade despencaram, deixando uma base inadequada para os trabalhadores de hoje receberem suas aposentadorias.
  • Estruturado na base da dedução, num sistema Ponzi de intergerações, onde os trabalhadores de hoje dependem de suas crianças para receberem suas pensões.
  • O colapso demográfico significa que a população nativa de países como a Rússia, Itália e Espanha estão no começo de uma espiral da morte de sua população.
  • Isto os conduziu a uma falência de confiança, que por sua vez criou um "esgotamento da civilização", deixando os europeus despreparados para enfrentar suas guerras.

Manter a máquina econômica funcionando significava aceitar trabalhadores estrangeiros. Em vez de executar um plano de longo prazo a fim de se preparar para absorver os muitos milhões de imigrantes de que precisavam, as elites européias empurraram com a barriga, dando boas vindas a qualquer um que aparecesse. Em virtude da proximidade geográfica, da fatiga demográfica e de um ambiente propenso a crises, "o Islã é agora o provedor principal dos novos europeus", diz o sr. Steyn.

Mark Steyn

 

 

 

Chegando num período de fraqueza demográfica, política e cultural, os muçulmanos estão mudando profundamente a Europa. O "Islã tem mocidade e vontade, a Europa tem idade e bem-estar". Colocando de outra forma, "o Islã pré-moderno bate o Cristianismo pós-moderno". Boa parte do mundo ocidental, prevê o Sr. Steyn peremptoriamente, "não sobreviverá ao século XXI, e muito desaparecerá efetivamente durante nossas vidas, incluindo vários, se não a maioria dos países europeus". De forma mais dramática, acrescenta ele "será o fim do mundo como nós o conhecemos".

(Contrastando com esta opinião, eu acredito que ainda há tempo de a Europa evitar este destino.)

A América solitária trata do que o Sr. Steyn chama de "interação de forças maiores no Primeiro Mundo que deixaram a Europa por demais enfraquecida para resistir à sua implacável transformação na Eurabia". A população sucessora já tomou seu lugar na Europa e "a única pergunta é o quão sangrenta será esta transferência de bens". Ele interpreta os atentados em Madri e em Londres, assim como o assassinato de Theo van Gogh em Amsterdã, como os primeiros tiros do início da guerra civil na Europa e declara: "A colônia agora é a Europa."

O título A América Solitária refere-se à expectativa do sr. Steyn de os Estados Unidos, com seu "perfil" demográfico relativamente saudável, emerjam como o único sobrevivente deste severo teste. A "Europa está morrendo, porém a América não". Então, "o continente europeu está de certo modo propício a ser tomado, mas a América não". O público alvo do sr. Steyn é principalmente o americano: cuidado, diz ele, ou o mesmo acontecerá a você.

Essencialmente, com o propósito de estar preparado, ele aconselha duas coisas. Primeiro, evite os "sistemas europeus das previdências sociais inchadas", declare-os nada menos que uma ameaça à segurança nacional, encolha o estado e enfatize as virtudes de auto-confiança e inovação individual. Segundo, evite o "aumento da pressão ao império", evite entrincheirar-se na "Fortaleza América" mas destrua a ideologia do Islamismo radical, ajude a reformar o Islã e expanda a civilização ocidental para lugares novos. Somente se os americanos "conseguirem reunir a vontade de moldar ao menos parte deste mundo emergente", eles terão suficiente companhia para aquilo que os espera. Falhando, aguarde uma "Nova Idade das Trevas, um planeta no qual boa parte do mapa voltará a ser primitivo".

3)     COMENTÁRIOS DO PRIMEIRO MINISTRO EHUD OLMERT SOBRE O  

                              CESSAR FOGO NA FAIXA DE GAZA     

                                                                    

 (NA CERIMÔNIA DE INAUGURAÇÃO DO NOVO PRÉDIO DO COLÉGIO TECNOLÓGICO DA FORÇA  AÉREA      -        26 de novembro de 2006)           

 

Sinto-me feliz com a declaração feita pelo Presidente da Autoridade Palestina, ao me dizer, sem equívocos, que era uma obrigação plena de todas as organizações palestinas parar com os ataques no sul de Israel.

 

Respondí a Abu-Mazen, após consultar os Ministros e membros do Gabinete de Segurança, que um acordo para terminar a luta armada e os ataques na Faixa de Gaza, não significava o final da história e que continuaríamos a lutar pela libertação de Gilad Shalit.  Lutaremos também pelo término do terrorismo na Judéia e Samaria, mas se estas organizações estão prontas a parar todos os ataques, contrabando de armas através de túneis e o disparo de foguetes kassam, nós entenderemos isso como um passo vital, e creio que isso pode ser parte de um processo contínuo, que logo levará a negociações  entre nós e a Autoridade Palestina.

 

Isto foi o que ficou entendido entre eu e o Presidente da Autoridade Palestina, como parte de um processo de diálogo que estivemos mantendo nas últimas semanas.  Eu lhes contarei um segredo.  Quando eu disse aos meus colegas Ministros na noite passada sobre essa proposta, sabíamos que havia uma chance que esse cessar fogo não seria imediatamente implementado, segundo o que foi acordado.  A experiência, especialmente nesta parte do mundo, nos ensinou que nem tudo encontra uma resposta imediata de uma forma compreensível, completa e ordeira. 

 

O Estado de Israel é um Estado muito poderoso, e é capaz de lutar contra qualquer organização terrorista – e todas juntas – quando isso se faz necessário e quando eles lutam contra nós.  É tão poderoso que também é capaz de mostrar comedimento para dar uma chance séria ao cessar- fogo.  O cessar-fogo não é o derradeiro objetivo, mas apenas uma fase do processo que esperamos, criará uma dinâmica que levará às negociações e diálogo e, talvez por último, também em um acordo entre nós e os palestinos.

 

Este é o comprometimento mais importante deste governo.  É o que o motiva e sustenta, e é o que nos dá força para prosseguir.  É minha esperança que a combinação destas circunstâncias – o aniversário de Ben-Gurion, este novo prédio que aumenta o poder do sistema educacional tecnológico israelense, e talvez o começo de um cessar fogo sustentável – sejam sinais de esperança que, apesar dos dias difíceis que temos pela frente, sejam também dias que nos ofereçam uma verdadeira chance. 

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4)

 


(clique para mentar)
Civis e soldados israelenses ,mortos desde 12 de julho de 2006.

 

 Perguntas e respostas

sobre o contra-ataque de Israel ao terrorismo do Hezbollah

                                16 de agosto de 2006

 

 

 

1. Por que Israel conduziu operações militares contra o Líbano?

R.: Israel, sem ter provocado, sofreu um ataque em seu território vindo do território libanês. O ataque foi executado pelo Hezbollah, organização terrorista que também é um partido componente do governo do Líbano. O ataque foi executado contra cidadãos israelenses – civis e militares – em solo soberano de Israel. O Hezbollah cruzou uma fronteira internacionalmente reconhecida e, dentro do território de Israel, seqüestrou dois israelenses que ainda mantém reféns e abriu fogo lançando mísseis e foguetes nas localidades no norte de Israel. Desde o acontecido, foram lançados centenas de foguetes a cada dia – mais de 4.000 no total – contra cidades e vilarejos israelenses, sempre tendo civis como alvo. Nessas circunstâncias, Israel não teve alternativa a não ser defender a si próprio e a seus cidadãos.  Por essa razão, Israel reagiu a um ato de guerra de um estado soberano vizinho. O propósito da operação de Israel tinha dois objetivos: o de libertar seus soldados seqüestrados e acabar com a ameaça terrorista em sua fronteira norte. Enquanto direcionava suas operações contra o Hezbollah, Israel também via o Líbano como responsável pela presente situação e, conseqüentemente, esse país não poderia esperar escapar às conseqüências de tais atos.

 

2. Quais eram os caminhos diplomáticos disponíveis para dar fim à crise?

R.: Israel entendeu, desde o princípio, que apesar das operações militares fossem necessárias para defender seus cidadãos neutralizando a ameaça apresentada pela infra-estrutura terrorista do Hezbollah no Líbano, a solução final seria, de fato, diplomática. Nesse sentido, não havia diferença real entre a posição israelense e a posição da comunidade internacional. Os componentes de tal solução eram:

-o retorno dos reféns, Ehud (Udi) Goldwasser e Eldad Regev;

-posicionamento do exército libanês em todo sul do Líbano;

-expulsão do Hezbollah da área, e o

-cumprimento da Resolução 1559 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Israel também declarou que analisaria iniciativas diplomáticas que buscassem a implementação dos pontos mencionados acima, seguindo três critérios:

- preservação dos ganhos das FDI no que se refere à remoção do Hezbollah da região de fronteira;

- eliminação da ameaça dos mísseis de longo alcance do Hezbollah;

- prevenção ao rearmamento do Hezbollah por meio do monitoramento criterioso de possíveis rotas para o Líbano a partir da  Síria ou de qualquer outro lugar (um embargo a armas).

 

3. Como Israel viu a iniciativa de estabelecer uma força de paz multinacional?

R.: Israel apoiou todos os esforços internacionais para promover a volta dos soldados seqüestrados e reforçar o consenso internacional já aceito pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas com relação ao Líbano, ou seja, pressão sobre o governo libanês para implementar a Resolução 1559 desse Conselho, posicionando seu exército no sul do país, impondo sua soberania na região fronteiriça a Israel e desarmando o Hezbollah. Nesse sentido, Israel concordou em considerar a presença de uma força militar no sul, subseqüente à formulação de um mandato que teria de incluir o controle de passagens entre o Líbano e a Síria e assistência ao exército libanês situado no sul do Líbano, tudo isso no contexto da total implementação da Resolução 1559.

 

4. A Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU oferece uma solução para a crise?

R.: Em 11 de agosto de 2006, o Conselho de Segurança da ONU adotou a Resolução 1701, referente ao fim das hostilidades no Líbano. O preâmbulo da Resolução claramente culpa o Hezbollah pela crise corrente, pede a libertação incondicional dos reféns israelenses e a implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU. Nos parágrafos operacionais, a Resolução pede o fim de todos os ataques armados do Hezbollah, cria uma nova, e mais forte, UNIFIL (15 mil soldados),  concede a UNIFIL um mandato mais apropriado (para tomar “toda ação necessária” para prevenir atividades hostis de qualquer tipo em sua área de operação),  pede que não existam grupos armados, estrangeiros ou nacionais (em outras palavras, milícia armada do Hezbollah ou conselheiros militares sírios e iranianos) no Líbano, estabelece um embargo de armas para grupos libaneses que não sejam o governo, reforçado pela UNIFIL (em aeroportos, portos marítimos e cruzamentos de fronteiras), e proíbe elementos armados do Hezbollah de retornar ao sul do Líbano, da Linha Azul ao Rio Litani

 

5. Como Israel vê a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU?

R.: A Resolução contém os elementos fundamentais que o Governo de Israel buscou alcançar após o ataque transfronteiriço, e não provocado, e os bombardeiros do Hezbollah em 12 de julho. Israel acredita que a Resolução 1701 tem potencial para construir uma situação mais estável e mais segura, e que irá prevenir que o Hezbollah seja novamente capaz de criar o tipo de crise regional vista no último mês. Conseqüentemente, o Governo de Israel anunciou em 13 de agosto sua decisão de aceitar a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU e agir de acordo com suas obrigações conforme descrito no documento. Israel considera que a Resolução reflete seus interesses e busca sua completa implementação, o que poderia levar a uma substantiva mudança positiva na segurança ao longo da fronteira Israel-Líbano e no relacionamento entre os dois países. Israel consistentemente promoveu e encorajou internacionalmente uma solução que atendesse aos objetivos descritos pelo gabinete de segurança de Israel após o ataque do Hezbollah a cidades israelenses e o seqüestro dos dois soldados. Está claro que a comunidade internacional adotou a perspectiva israelense de que a solução desenhada deve conter a total implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU por parte do governo libanês – incluindo o desarmamento do Hezbollah e a ampliação da efetiva soberania libanesa sobre todo o sul do Líbano até sua fronteira com Israel. Em resumo, o mundo concorda com Israel que a situação no Líbano não pode retornar ao status quo ante, e que a obediência à Resolução 1559 é a única solução. Agora, Israel espera que a comunidade internacional tome todos os passos concretos necessários para a implementação total e efetiva dessa nova e promissora Resolução.

 

6. Por que a operação militar de Israel durou um mês?

R.: Não é segredo que Israel não possui planos para o território libanês e que não deseja permanecer no Líbano nenhum minuto a mais do que o absolutamente necessário para atingir os objetivos da operação: proteger as cidades israelenses dos bombardeios terroristas e desarmar o Hezbollah. A operação militar israelense não durou um dia a mais do que o absolutamente necessário. Os cidadãos de Israel não querem ver fotos de seus vizinhos libaneses vasculhando destroços, assim como não desejam ver pais e mães libanesas chorando. É uma tragédia o fato de seus líderes terem abdicado da sua responsabilidade de proteger sua própria população, e permitirem que um grupo terrorista promova uma agenda estrangeira de ódio e confrontação para seqüestrar sua soberania. Sua decisão de assim fazê-lo resultou em trágocas e desnecessárias mortes de libaneses assim como de civis israelenses e uma extensa destruição nos dois países.

A comunidade internacional entendeu que para atingir seus objetivos, a operação israelense não poderia ser suspensa antes que um solução diplomática com apoio internacional fosse adotada. Enquanto mais esforços diplomáticos serão necessários para facilitar os preparativos da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, Israel saúda a resolução, e fará tudo ao seu alcance para sua completa implementação.

Finalmente, Israel espera que uma solução bem estruturada para a crise atual possa conduzir ao estabelecimento de relações amigáveis e pacíficas com o Líbano, cujo povo ficaria livre de ser tomado como refém pelo Hezbollah e cujo governo recuperaria a soberania libanesa.

 

7.  Como Israel respondeu ao bombardeio de cidades israelenses no norte do país?

R.: O lançamento de milhares de foguetes do Hezbollah a partir do Líbano contra Haifa e o norte de Israel, nos quais 55 israelenses foram mortos e mais de 2.000 ficaram feridos, deveria dar fim definitivo ao mito popular de que o Hezbollah é uma força de guerrilha mal equipada. Com o aval do Irã, criado na década de 80 para executar atos hostis daquele país contra Israel – em desrespeito e violação da soberania libanesa – o Hezbollah recebeu carregamentos massivos de armamentos sofisticados do arsenal de Teerã, transportados através da Síria.

Um oficial graduado do exército do Irã disse em 16 de julho de 2006 ao jornal de língua árabe “Al-sharq al-Awsat” que a Guarda Revolucionária da República Islâmica colocou dezenas de bases avançadas de foguetes e mísseis no vale libanês e ao longo da fronteira com Israel. Entre 1992 e 2005, o Hezbollah recebeu aproximadamente 11,5 mil mísseis e foguetes de curto e médio alcance. Esse oficial disse também que o Hezbollah possui quatro tipos de mísseis avançados terra-a-terra: mísseis “Fajr” com alcance de 100 quilômetros, mísseis “Irã 130” com um alcance de 90 a 110 quilômetros, mísseis “Shahin”, com alcance de até 150 quilômetros, e foguetes de 355 milímetros, com alcance de 150 quilômetros. Na noite da sexta-feira, dia 14 de julho de 2006, o Hezbollah demonstrou uma capacidade anteriormente desconhecida ao disparar um sofisticado míssel fabricado no Irã, mar-terra, guiado por radar contra uma corveta israelense, o “INS Hanit”, matando quatro marinheiros. Também durante a luta, o Hezbollah lançou uma aeronave não-tripulada carregada de explosivos contras alvos civis israelenses. Em face dessa grave agressão do Hezbollah, Israel poderia apenas fazer o necessário para retirar a ameaça terrorista sobre suas cidades, como faria qualquer país em uma situação similar.

 

8. Por que Israel empregou tantas tropas em terra se declarou não ter planos para o território libanês?

R.: Antes da crise atual, o Hezbollah posicionou armas ao longo da fronteira do Líbano com Israel. Dessas posições, os terroristas executaram um ataque espontâneo, sem provocação anterior, com granadas, foguetes anti-mísseis e armas de fogo contra cidades, veículos civis e patrulhas de fronteira israelenses. A confrontação militar direta com as fortificações terroristas ao longo da fronteira é importante para atingir o objetivo de desalojar a ameaça do Hezbollah do norte de Israel. Assim, operações em terra foram necessárias para complementar operações aéreas e de artilharia contra a infra-estrutura do Hezbollah. Israel não executou uma campanha terrestre de alta escala como ocorreu em 1982, e  não deseja conquistar e ocupar território libanês. As operações israelenses em terra foram formuladas apenas para remover a presença militar entrincheirada do Hezbollah da fronteira para que exército libanês seja capaz de extender a soberania libanesa ao local, de acordo com as Resoluções 1559 e 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

 

9. Por que o gabinete de segurança de Israel decidiu (em 09 de agosto) ampliar suas operações em terra no Líbano ainda mais ao norte?

R.: Apesar das operações aéreas pontuais e da limitada presença em terra, o Hezbollah ainda possuia capacidade de disparar seus mísseis katiusha de pequeno alcance contra cidades israelenses. Mais de 150 mísseis atingiam Israel diariamente, a maioria deles lançados de áreas ao norte da localização das forças israelenses. Cerca de 5.500 casas israelenses foram atingidas, mais de 300.000 civis israelenses foram desalojados de suas casas e mais de um milhão estavam vivendo em abrigos anti-bomba. No total, mais de 2 milhões de israelenses estavam ao alcance de mísseis, incluindo aproxidamente 700.000 árabes-israelenses.

O Hezbollah ainda tinha milhares de katiushas, que são fáceis de transportar, esconder e disparar, e conseqüentemente não podiam ser completamente atingidas exclusivamente por operações aéreas. Para que o governo israelense cumprisse seu dever de proteger seus cidadãos, não teve escolha a não ser enviar tropas ao norte para fisicamente remover os lançadores de mísseis do Hezbollah de áreas que poderiam atingir cidades israelenses. Israel não deseja permanecer no Líbano e espera que depois que o Hezbollah seja desalojado do sul, a solução diplomática – na forma da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU – possibilite às tropas israelenses retornar às suas casas e previna o rearmamento e a volta do Hezbollah às suas posições anteriores ameaçando a população israelense.

 

10. Quais os resultados que Israel alcançou em sua operação contra o Hezbollah?

A operação militar batizada de “Mudança de Direção” desferiu um grande golpe no Hezbollah. A organização terrorista foi desalojada de suas posições ao longo da fronteira e foi removida a ameaça de fogo direto – metralhadoras, rifles e RPGs (mísseis anti-tanque) – sobre as comunidades de Israel na fronteira. Além disso, foram danificados o sistema de mísseis de longo alcance da organização no interior do Líbano, seus comandos, sistemas de controle, quartéis-generais e infra-estrutura. A quantidade de foguetes katiusha posicionados no sul do Líbano foi severamente reduzida, e o fluxo de munição da Síria para o Hezbollah foi significativamente interditado.

Ao mesmo tempo, na arena diplomática, o apoio internacional a Israel na presente operação não tem precedentes, da declaração do G-8 em 16 de julho, no começo do conflito, até a adoção da Resolução 1701, em 11 de agosto, que estabeleceu o cessar-fogo. A comunidade internacional apoiou Israel em seus objetivos contra o Hezbollah e endossou o desarmamento da organização. Pela primeira vez, condições foram criadas para o começo da implementação da Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU, que pede o desarmamento do Hezbollah, sua expulsão da fronteira e o posicionamento do exército libanês ao longo da mesma. A comunidade internacional mostra-se pronta para tomar passos concretos para implementar as resoluções 1559 e 1701 enviando uma força multinacional que deverá posicionar-se ao longo da fronteira com Israel, para ajudar a controlar a área, reforçar o embargo a armas em pontos da fronteira, em portos e aeroportos, para efetivamente desmantelar as capacidades militares do Hezbollah.

 

11. Israel usou força desproporcional?

R.: A proporção deve ser medida em termos da extensão da ameaça. As ações de Israel resultaram não apenas do ataque do Hezbollah e do seqüestro dos dois soldados. A operação militar de Israel também foi executada contra a ameaça real e tangível do Hezbollah contra mais de um milhão de civis, na parte norte de Israel. O Hezbollah – uma organização terrorista dedicada à destruição de Israel – tinha mais de 12.000 mísseis apontados para Israel, sendo que desses, mais de 4.000 foram lançados desde o início das hostilidades, em 12 de julho. O uso massivo desses mísseis pelo Hezbollah, causando a morte de civis, deixando centenas feridos e promovendo a destruição generalizada, tornaram necessárias as ações de Israel. Alguém deveria perguntar: “O que outros países fariam se confrontados com uma ameaça dessa magnitude”?

 

12. Por que Israel bombardeou prédios civis e infra-estrutura?

R.: O Hezbollah executou ataques deliberados de mísseis contra centros populacionais de Israel. Quarenta e três civis israelenses – judeus e árabes – foram mortos, incluindo jovens e crianças. Ataques foram executados contra cidades grandes como Haifa, pequenas fazendas como Meron, vilarejos árabes como Majdal Krum e locais religiosos como Safed e Nazaré e Tibérias. Em contraste, Israel teve como alvo apenas construções que serviam diretamente às organizações terroristas em ataques contra Israel. Por exemplo, Israel alvejou o aeroporto internacional de Beirute e a rodovia Beirute-Damasco porque as mesmas serviam ao reabastecimento de armas e munições do Hezbollah. Israel atingiu também edifícios, como os estúdios de televisão do Hezbollah, um meio vital de comunicação para os terroristas.

 

13. Israel não estava preocupado com o aumento do número de civis mortos?

R.: Israel lamenta a perda de vidas inocentes. Israel não tem civis como alvo, mas foi forçado a tomar atitudes decisivas contra o Hezbollah, uma organização terrorista inescrupulosa que tem mais de 12.000 mísseis apontados para cidades israelenses. Israel, como qualquer outro país, deve proteger seus cidadãos e não teve nenhuma escolha senão remover essa grave ameaça. Se o Hezbollah não tivesse reunido tamanho arsenal, Israel não precisaria agir e se o Hezbollah tivesse optado por colocar seu arsenal longe das áreas povoadas, nenhum civil teria sido ferido quando Israel faz obviamente o que precisa fazer. A responsabilidade pela trágica situação é apenas do Hezbollah.

Infelizmente, os terroristas propositadamente se esconderam e armazenaram seus mísseis em áreas residenciais, colocando em risco as populações civis nas cercanias. Na realidade, muitos dos mísseis disparados recentemente contra Israel foram armazenados e lançados de, ou perto de, residências particulares sob comando de terroristas do Hezbollah com o objetivo de proteger suas ações usando civis como escudos e assim impedir a resposta de Israel.  Apesar dessa cruel exploração de civis, Israel tomou um cuidado extremo para reduzir ao mínimo o risco que a população civil corre – às vezes às custas de vantagens operacionais.

Durante sua visita a Beirute, o chefe para assuntos humanitários da ONU Jan Egeland condenou publicamente o Hezbollah por causar a morte de centenas de civis libaneses. Em suas próprias palavras, disse: “O Hezbolllah deve deixar de se misturar covardemente a mulheres e crianças”. Quando o Hezbollah gabou-se frente à imprensa internacional de ter perdido pouquíssimos combatentes e que eram os civis aqueles a sofrer, Egeland declarou: “Penso que ninguém deveria se orgulhar de ter mais crianças e mulheres mortas do que homens armados”.

 

14. O que Israel fez para proteger os civis libaneses de suas operações contra o Hezbollah?

R.: Os habitantes do sul do Líbano foram avisados repetidamente e com dias de antecedência