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Perguntas e respostas
sobre o
contra-ataque de Israel ao
terrorismo do Hezbollah
16 de agosto de 2006
1. Por que Israel conduziu
operações militares contra o Líbano?
R.: Israel, sem ter provocado,
sofreu um ataque em seu território vindo do território
libanês. O ataque foi executado pelo Hezbollah,
organização terrorista que também é um
partido componente do governo do Líbano. O ataque foi executado
contra cidadãos israelenses – civis e militares – em solo
soberano de Israel. O Hezbollah cruzou uma fronteira internacionalmente
reconhecida e, dentro do território de Israel, seqüestrou
dois israelenses que ainda mantém reféns e abriu fogo
lançando mísseis e foguetes nas localidades no norte de
Israel. Desde o acontecido, foram lançados centenas de foguetes
a cada dia – mais de 4.000 no total – contra cidades e vilarejos
israelenses, sempre tendo civis como alvo. Nessas circunstâncias,
Israel não teve alternativa a não ser defender a si
próprio e a seus cidadãos. Por essa razão,
Israel reagiu a um ato de guerra de um estado soberano vizinho. O
propósito da operação de Israel tinha dois objetivos:
o de libertar seus soldados seqüestrados e acabar com a
ameaça terrorista em sua fronteira norte. Enquanto direcionava
suas operações contra o Hezbollah, Israel também
via o Líbano como responsável pela presente
situação e, conseqüentemente, esse país
não poderia esperar escapar às conseqüências
de tais atos.
2. Quais eram
os caminhos diplomáticos
disponíveis para dar
fim à crise?
R.: Israel
entendeu, desde o princípio, que apesar
das operações
militares fossem necessárias para defender seus cidadãos neutralizando a ameaça
apresentada pela infra-estrutura
terrorista do Hezbollah no Líbano, a solução
final seria, de fato,
diplomática. Nesse sentido, não havia diferença real entre a
posição israelense e a posição da
comunidade internacional. Os componentes de tal solução
eram:
-o retorno dos reféns,
Ehud (Udi) Goldwasser e Eldad Regev;
-posicionamento do
exército libanês em todo sul do Líbano;
-expulsão do Hezbollah
da área, e o
-cumprimento da
Resolução 1559 do Conselho de Segurança das
Nações Unidas.
Israel também declarou
que analisaria iniciativas diplomáticas que buscassem a
implementação dos pontos mencionados acima, seguindo
três critérios:
- preservação dos
ganhos das FDI no que se refere à remoção do
Hezbollah da região de fronteira;
- eliminação da
ameaça dos mísseis de longo alcance do Hezbollah;
- prevenção ao
rearmamento do Hezbollah por meio do monitoramento criterioso de
possíveis rotas para o Líbano a partir da
Síria ou de qualquer outro lugar (um embargo a armas).
3. Como Israel viu a iniciativa
de estabelecer uma força de paz multinacional?
R.: Israel apoiou todos os
esforços internacionais para promover a volta dos soldados
seqüestrados e reforçar o consenso internacional já
aceito pelo Conselho de Segurança das Nações
Unidas com relação ao Líbano, ou seja,
pressão sobre o governo libanês para implementar a
Resolução 1559 desse Conselho, posicionando seu
exército no sul do país, impondo sua soberania na
região fronteiriça a Israel e desarmando o Hezbollah.
Nesse sentido, Israel concordou em considerar a presença de uma
força militar no sul, subseqüente à
formulação de um mandato que teria de incluir o controle
de passagens entre o Líbano e a Síria e assistência
ao exército libanês situado no sul do Líbano, tudo
isso no contexto da total implementação da
Resolução 1559.
4. A Resolução
1701 do Conselho de Segurança da ONU oferece uma
solução para a crise?
R.: Em 11 de agosto de 2006, o
Conselho de Segurança da ONU adotou a Resolução
1701, referente ao fim das hostilidades no Líbano. O
preâmbulo da Resolução claramente culpa o Hezbollah
pela crise corrente, pede a libertação incondicional dos
reféns israelenses e a implementação da
Resolução 1559 do Conselho de Segurança da ONU.
Nos parágrafos operacionais, a Resolução pede o
fim de todos os ataques armados do Hezbollah, cria uma nova, e mais forte,
UNIFIL (15 mil soldados), concede a UNIFIL um mandato mais
apropriado (para tomar “toda ação necessária” para
prevenir atividades hostis de qualquer tipo em sua área de
operação), pede que não existam grupos
armados, estrangeiros ou nacionais (em outras palavras, milícia
armada do Hezbollah ou conselheiros militares sírios e
iranianos) no Líbano, estabelece um embargo de armas para grupos
libaneses que não sejam o governo, reforçado pela UNIFIL
(em aeroportos, portos marítimos e cruzamentos de fronteiras), e
proíbe elementos armados do Hezbollah de retornar ao sul do
Líbano, da Linha Azul ao Rio Litani
5. Como Israel vê a
Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU?
R.: A Resolução
contém os elementos fundamentais que o Governo de Israel buscou
alcançar após o ataque transfronteiriço, e
não provocado, e os bombardeiros do Hezbollah em 12 de julho.
Israel acredita que a Resolução 1701 tem potencial para
construir uma situação mais estável e mais segura,
e que irá prevenir que o Hezbollah seja novamente capaz de criar
o tipo de crise regional vista no último mês.
Conseqüentemente, o Governo de Israel anunciou em 13 de agosto sua
decisão de aceitar a Resolução 1701 do Conselho de
Segurança da ONU e agir de acordo com suas
obrigações conforme descrito no documento. Israel
considera que a Resolução reflete seus interesses e busca
sua completa implementação, o que poderia levar a uma
substantiva mudança positiva na segurança ao longo da
fronteira Israel-Líbano e no relacionamento entre os dois
países. Israel consistentemente promoveu e encorajou
internacionalmente uma solução que atendesse aos
objetivos descritos pelo gabinete de segurança de Israel
após o ataque do Hezbollah a cidades israelenses e o
seqüestro dos dois soldados. Está claro que a comunidade
internacional adotou a perspectiva israelense de que a
solução desenhada deve conter a total
implementação da Resolução 1559 do Conselho
de Segurança da ONU por parte do governo libanês –
incluindo o desarmamento do Hezbollah e a ampliação da
efetiva soberania libanesa sobre todo o sul do Líbano até
sua fronteira com Israel. Em resumo, o mundo concorda com Israel que a
situação no Líbano não pode retornar ao status
quo ante, e que a obediência à Resolução
1559 é a única solução. Agora, Israel
espera que a comunidade internacional tome todos os passos concretos
necessários para a implementação total e efetiva
dessa nova e promissora Resolução.
6. Por que a
operação militar de Israel durou um mês?
R.: Não é segredo
que Israel não possui planos para o território
libanês e que não deseja permanecer no Líbano
nenhum minuto a mais do que o absolutamente necessário para
atingir os objetivos da operação: proteger as cidades
israelenses dos bombardeios terroristas e desarmar o Hezbollah. A
operação militar israelense não durou um dia a
mais do que o absolutamente necessário. Os cidadãos de
Israel não querem ver fotos de seus vizinhos libaneses
vasculhando destroços, assim como não desejam ver pais e
mães libanesas chorando. É uma tragédia o fato de
seus líderes terem abdicado da sua responsabilidade de proteger
sua própria população, e permitirem que um grupo
terrorista promova uma agenda estrangeira de ódio e
confrontação para seqüestrar sua soberania. Sua
decisão de assim fazê-lo resultou em trágocas e
desnecessárias mortes de libaneses assim como de civis
israelenses e uma extensa destruição nos dois
países.
A comunidade internacional
entendeu que para atingir seus objetivos, a operação
israelense não poderia ser suspensa antes que um
solução diplomática com apoio internacional fosse
adotada. Enquanto mais esforços diplomáticos serão
necessários para facilitar os preparativos da
Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU,
Israel saúda a resolução, e fará tudo ao
seu alcance para sua completa implementação.
Finalmente, Israel espera que
uma solução bem estruturada para a crise atual possa
conduzir ao estabelecimento de relações amigáveis
e pacíficas com o Líbano, cujo povo ficaria livre de ser
tomado como refém pelo Hezbollah e cujo governo recuperaria a
soberania libanesa.
7. Como Israel respondeu
ao bombardeio de cidades israelenses no norte do país?
R.: O lançamento de
milhares de foguetes do Hezbollah a partir do Líbano contra
Haifa e o norte de Israel, nos quais 55 israelenses foram mortos e mais
de 2.000 ficaram feridos, deveria dar fim definitivo ao mito popular de
que o Hezbollah é uma força de guerrilha mal equipada.
Com o aval do Irã, criado na década de 80 para executar
atos hostis daquele país contra Israel – em desrespeito e
violação da soberania libanesa – o Hezbollah recebeu
carregamentos massivos de armamentos sofisticados do arsenal de
Teerã, transportados através da Síria.
Um oficial graduado do
exército do Irã disse em 16 de julho de 2006 ao jornal de
língua árabe “Al-sharq al-Awsat” que a Guarda
Revolucionária da República Islâmica colocou
dezenas de bases avançadas de foguetes e mísseis no vale
libanês e ao longo da fronteira com Israel. Entre 1992 e 2005, o
Hezbollah recebeu aproximadamente 11,5 mil mísseis e foguetes de
curto e médio alcance. Esse oficial disse também que o
Hezbollah possui quatro tipos de mísseis avançados
terra-a-terra: mísseis “Fajr” com alcance de 100
quilômetros, mísseis “Irã 130” com um alcance de 90
a 110 quilômetros, mísseis “Shahin”, com alcance de
até 150 quilômetros, e foguetes de 355 milímetros,
com alcance de 150 quilômetros. Na noite da sexta-feira, dia 14
de julho de 2006, o Hezbollah demonstrou uma capacidade anteriormente
desconhecida ao disparar um sofisticado míssel fabricado no Irã,
mar-terra, guiado por radar contra uma corveta israelense, o “INS
Hanit”, matando quatro marinheiros. Também durante a luta, o
Hezbollah lançou uma aeronave não-tripulada carregada de
explosivos contras alvos civis israelenses. Em face dessa grave agressão
do Hezbollah, Israel poderia apenas fazer o necessário para
retirar a ameaça terrorista sobre suas cidades, como faria
qualquer país em uma situação similar.
8. Por que Israel empregou
tantas tropas em terra se declarou não ter planos para o
território libanês?
R.: Antes da crise atual, o
Hezbollah posicionou armas ao longo da fronteira do Líbano com
Israel. Dessas posições, os terroristas executaram um
ataque espontâneo, sem provocação anterior, com
granadas, foguetes anti-mísseis e armas de fogo contra cidades,
veículos civis e patrulhas de fronteira israelenses. A
confrontação militar direta com as
fortificações terroristas ao longo da fronteira é
importante para atingir o objetivo de desalojar a ameaça do
Hezbollah do norte de Israel. Assim, operações em terra
foram necessárias para complementar operações
aéreas e de artilharia contra a infra-estrutura do Hezbollah.
Israel não executou uma campanha terrestre de alta escala como
ocorreu em 1982, e não deseja conquistar e ocupar
território libanês. As operações israelenses
em terra foram formuladas apenas para remover a presença militar
entrincheirada do Hezbollah da fronteira para que exército
libanês seja capaz de extender a soberania libanesa ao local, de
acordo com as Resoluções 1559 e 1701 do Conselho de
Segurança da ONU.
9. Por que o gabinete de
segurança de Israel decidiu (em 09 de agosto) ampliar suas
operações em terra no Líbano ainda mais ao norte?
R.: Apesar das
operações aéreas pontuais e da limitada
presença em terra, o Hezbollah ainda possuia capacidade de disparar
seus mísseis katiusha de pequeno alcance contra cidades
israelenses. Mais de 150 mísseis atingiam Israel diariamente, a
maioria deles lançados de áreas ao norte da
localização das forças israelenses. Cerca de 5.500
casas israelenses foram atingidas, mais de 300.000 civis israelenses
foram desalojados de suas casas e mais de um milhão estavam
vivendo em abrigos anti-bomba. No total, mais de 2 milhões de
israelenses estavam ao alcance de mísseis, incluindo
aproxidamente 700.000 árabes-israelenses.
O Hezbollah ainda tinha
milhares de katiushas, que são fáceis de transportar,
esconder e disparar, e conseqüentemente não podiam ser
completamente atingidas exclusivamente por operações
aéreas. Para que o governo israelense cumprisse seu dever de
proteger seus cidadãos, não teve escolha a não ser
enviar tropas ao norte para fisicamente remover os lançadores de
mísseis do Hezbollah de áreas que poderiam atingir
cidades israelenses. Israel não deseja permanecer no Líbano
e espera que depois que o Hezbollah seja desalojado do sul, a
solução diplomática – na forma da
Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU –
possibilite às tropas israelenses retornar às suas casas
e previna o rearmamento e a volta do Hezbollah às suas
posições anteriores ameaçando a
população israelense.
10. Quais os resultados que
Israel alcançou em sua operação contra o
Hezbollah?
A operação
militar batizada de “Mudança de Direção” desferiu
um grande golpe no Hezbollah. A organização terrorista
foi desalojada de suas posições ao longo da fronteira e
foi removida a ameaça de fogo direto – metralhadoras, rifles e
RPGs (mísseis anti-tanque) – sobre as comunidades de Israel na
fronteira. Além disso, foram danificados o sistema de
mísseis de longo alcance da organização no
interior do Líbano, seus comandos, sistemas de controle,
quartéis-generais e infra-estrutura. A quantidade de foguetes
katiusha posicionados no sul do Líbano foi severamente reduzida,
e o fluxo de munição da Síria para o Hezbollah foi
significativamente interditado.
Ao mesmo tempo, na arena
diplomática, o apoio internacional a Israel na presente
operação não tem precedentes, da
declaração do G-8 em 16 de julho, no começo do
conflito, até a adoção da Resolução
1701, em 11 de agosto, que estabeleceu o cessar-fogo. A comunidade internacional
apoiou Israel em seus objetivos contra o Hezbollah e endossou o
desarmamento da organização. Pela primeira vez,
condições foram criadas para o começo da
implementação da Resolução 1559 do Conselho
de Segurança da ONU, que pede o desarmamento do Hezbollah, sua
expulsão da fronteira e o posicionamento do exército
libanês ao longo da mesma. A comunidade internacional mostra-se
pronta para tomar passos concretos para implementar as
resoluções 1559 e 1701 enviando uma força
multinacional que deverá posicionar-se ao longo da fronteira com
Israel, para ajudar a controlar a área, reforçar o
embargo a armas em pontos da fronteira, em portos e aeroportos, para
efetivamente desmantelar as capacidades militares do Hezbollah.
11. Israel usou força
desproporcional?
R.: A proporção
deve ser medida em termos da extensão da ameaça. As
ações de Israel resultaram não apenas do ataque do
Hezbollah e do seqüestro dos dois soldados. A
operação militar de Israel também foi executada
contra a ameaça real e tangível do Hezbollah contra mais
de um milhão de civis, na parte norte de Israel. O Hezbollah –
uma organização terrorista dedicada à
destruição de Israel – tinha mais de 12.000
mísseis apontados para Israel, sendo que desses, mais de 4.000
foram lançados desde o início das hostilidades, em 12 de
julho. O uso massivo desses mísseis pelo Hezbollah, causando a
morte de civis, deixando centenas feridos e promovendo a
destruição generalizada, tornaram necessárias as
ações de Israel. Alguém deveria perguntar: “O que
outros países fariam se confrontados com uma ameaça dessa
magnitude”?
12. Por que Israel bombardeou
prédios civis e infra-estrutura?
R.: O Hezbollah executou
ataques deliberados de mísseis contra centros populacionais de
Israel. Quarenta e três civis israelenses – judeus e
árabes – foram mortos, incluindo jovens e crianças.
Ataques foram executados contra cidades grandes como Haifa, pequenas
fazendas como Meron, vilarejos árabes como Majdal Krum e locais
religiosos como Safed e Nazaré e Tibérias. Em contraste,
Israel teve como alvo apenas construções que serviam
diretamente às organizações terroristas em ataques
contra Israel. Por exemplo, Israel alvejou o aeroporto internacional de
Beirute e a rodovia Beirute-Damasco porque as mesmas serviam ao
reabastecimento de armas e munições do Hezbollah. Israel
atingiu também edifícios, como os estúdios de
televisão do Hezbollah, um meio vital de
comunicação para os terroristas.
13. Israel não estava
preocupado com o aumento do número de civis mortos?
R.: Israel lamenta a perda de
vidas inocentes. Israel não tem civis como alvo, mas foi
forçado a tomar atitudes decisivas contra o Hezbollah, uma
organização terrorista inescrupulosa que tem mais de
12.000 mísseis apontados para cidades israelenses. Israel, como
qualquer outro país, deve proteger seus cidadãos e
não teve nenhuma escolha senão remover essa grave
ameaça. Se o Hezbollah não tivesse reunido tamanho
arsenal, Israel não precisaria agir e se o Hezbollah tivesse
optado por colocar seu arsenal longe das áreas povoadas, nenhum
civil teria sido ferido quando Israel faz obviamente o que precisa
fazer. A responsabilidade pela trágica situação
é apenas do Hezbollah.
Infelizmente, os terroristas
propositadamente se esconderam e armazenaram seus mísseis em
áreas residenciais, colocando em risco as
populações civis nas cercanias. Na realidade, muitos dos
mísseis disparados recentemente contra Israel foram armazenados
e lançados de, ou perto de, residências particulares sob
comando de terroristas do Hezbollah com o objetivo de proteger suas
ações usando civis como escudos e assim impedir a
resposta de Israel. Apesar dessa cruel exploração
de civis, Israel tomou um cuidado extremo para reduzir ao mínimo
o risco que a população civil corre – às vezes
às custas de vantagens operacionais.
Durante sua visita a Beirute, o
chefe para assuntos humanitários da ONU Jan Egeland condenou
publicamente o Hezbollah por causar a morte de centenas de civis
libaneses. Em suas próprias palavras, disse: “O Hezbolllah deve
deixar de se misturar covardemente a mulheres e crianças”.
Quando o Hezbollah gabou-se frente à imprensa internacional de
ter perdido pouquíssimos combatentes e que eram os civis aqueles
a sofrer, Egeland declarou: “Penso que ninguém deveria se
orgulhar de ter mais crianças e mulheres mortas do que homens
armados”.
14. O que Israel fez para
proteger os civis libaneses de suas operações contra o
Hezbollah?
R.: Os habitantes do sul do Líbano foram avisados repetidamente e com dias
de antecedência |